
Objetivo do PT é "garantir a impunidade daqueles que se encontram no topo", disse Alessandro Vieira
Suplente na CPI da Covid, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) criticou hoje os votos favoráveis de colegas do PT à recondução de Augusto Aras para mais um mandato à frente da PGR (Procuradoria-Geral da República). Para Vieira, a adesão ao nome de Aras é uma demonstração de uma suposta união dos petistas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a quem fazem oposição, e ao centrão. "Teve início a sabatina de Aras, indicado por Bolsonaro para recondução ao cargo de PGR. É mais uma demonstração do casamento de conveniência entre Bolsonaro, PT e centrão. O objetivo é evidente: garantir a impunidade daqueles que se encontram no topo do sistema", escreveu o senador em uma rede social
O senador Rogério Carvalho (PT-SE), também suplente na CPI da Covid, respondeu em seguida: "Conversa para boi dormir. Não fomos nós que pedimos voto e fizemos campanha para Bolsonaro na última eleição. Conta outra! A todo momento defendemos a democracia e as instituições. O povo não é bobo!" Vieira, por fim, replicou: "Concordo com a última frase: o povo não é bobo. Lembre dela."
A indicação de Aras para um novo mandato de dois anos no comando da PGR foi aprovada há pouco pelo plenário do Senado, por 55 votos a 10. Para ser reconduzido ao cargo até setembro de 2023, ele precisava de ao menos 41 votos favoráveis, isto é, a maioria absoluta dos 81 senadores. Houve uma abstenção. Mais cedo, sua indicação havia sido aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado por 21 votos a 6, após cerca de seis horas de sabatina. A votação é secreta tanto na CCJ quanto no plenário. Aras defende gestão O procurador-geral da República chega ao final do primeiro mandato sob críticas por um suposto alinhamento a Bolsonaro. Aos senadores, porém, Aras defendeu que sua gestão foi "sóbria e técnica", dizendo que discordou de 30% dos pedidos liminares feitos pelo governo federal e de 80% das manifestações relacionadas à covid-19.
UOL